sábado, agosto 01, 2009

Casamento ao Longo dos Tempos e das Religiões



Volta e meia eu me pego pensando:

-O que trazer de interessante para essa galera que acompanha o blag?

Uma das coisas que mais me diverte é escrever sobre comparações. Pegar um assunto e ver como diferentes culturas tratam do mesmo.

Então pensei:

-O quê é comum a todas as sociedades e trata do assunto "sobrenatural"?

Casamento, claro!

Casamento é sobrenatural, Dr. Claudio Gaspari?

Claro que sim. O que é o casamento senão uma forma de pedir que um ser invisível com poderes mágicos aceite a união de um casal? Quer coisa mais sobrenatural que isso?

Obvio que vamos falar do aspecto religioso do casamento e não da sua forma legal.

Primeiro vamos falar sobre alguns conceitos. O nome "casamento" por exemplo vem do verbo "casar". Interessante é que esse verbo surgiu da palavra "casa". Sabe como? Antigamente ( e ainda hoje em alguns casos) a união entre dois indivíduos era obrigação dos pais. Após aceitar a união entre os filhos, os pais eram obrigados a dar uma moradia para eles. Então eles tinham que "casar" os filhos...Ou seja...Dar uma "casa".

Agora vamos falar sobre o conceito da parte mais legal do casamento... A Lua de mel! Acho que todos vocês são grandinhos o suficiente para saber o que acontece na Lua de mel, então não vou parar para explicar.

De qualquer forma o nome do evento tem várias explicações. Pode ter vindo da Roma antiga quando era costume espalhar gotas de mel na soleira da casa dos recém casados. Mas isso não explicaria a lua.

Já entre os antigos povos germânicos era costume casar na lua nova, mas isso não explicaria o mel.

Então vamos mais longe no tempo e chegamos a 2000 anos antes de Cristo entre os povos babilônicos. Era costume o pai da noiva prover uma mistura de mel e água (chamavam de Hidromel). Essa seria a única bebida do casal durante 30 dias após o casamento. Como na época a contagem dos tempos era feita segundo um calendário lunar, eles bebiam o hidromel entre uma lua e outra. Sacaram? Lua de mel!

Outro conceito interessante é o da palavra Matrimônio. Matrimônio é sinônimo de casamento e é derivada da palavra matre (ou mater) que significa "Mãe". Então vamos a uma palavra semelhante. "Patrimônio". Patrimônio é a totalidade dos bens que uma pessoa tem e deriva da palavra Patre (ou pater) que significa pai.

Perceberam? Como antigamente o homem era o detentor do poder e dos bens, estes tinham o nome de patrimônio. Ou seja: Os bens são do Homem e o casamento da mulher.

Quer prova maior que o "Matrimônio" foi invenção de uma mulher? Homens fogem do casamento igual ao diabo fugindo de cruz. Acham mesmo que um homem inventaria isso?

  • Casamento na Grécia Antiga:

A religião da Grécia antiga era politeísta, ou seja, eles acreditavam na existência de vários Deuses interagindo entre si. Então o casamento religioso era mais complicado do que o das monoteístas pois envolvia a bênção de vários deuses.

Após o desejo da união entre um casal e da aprovação dos familiares, começava o ritual. Apesar da existência de inúmeros deuses , apenas 4 eram importantes. Sacrifícios de animais eram feitos em nome de Hera e Zeus. Estes eram os principais e os primeiros a receberem as oferendas. Em seguida vinha Ártemis. Essa Deusa representava a virgindade e sua oferenda consistia dos brinquedos da noiva. Isso representava o término da pureza da infãncia. Em seguida vinha sacrifícios para Ilítia, a deusa dos partos. Assim o ciclo se fechava.

Eventualmente outros deuses poderiam ser agraciados por uma questão de respeito ou afinidade do casal, mas os anteriores já bastavam.

Após as oferendas aos deuses, o casal se banhava com uma espécie de água benta para a purificação.

Durante o casamento, o ritual não envolvia a figura de um sacerdote. O pai da noiva oferecia um banquete onde a noiva ficava com um véu cobrindo o rosto todo o tempo. Era a hora da troca de presentes. A festa rolava até a noite quando o casal ia para a sua nova moradia acompanhados por um cortejo. Todos devidamente cantando um hino ao casamento chamado "himoneu".

Ao chegar à casa, os pais do noivo recepcionavam e levavam ao quarto onde o casal se trancava até o dia seguinte.

Pela manhã, nova festa, banquetes e sacrifícios.

  • Casamento na Grécia atual

A grande maioria dos gregos é formada por praticantes da religião católica. Mas de uma versão chamada "ortodoxa", um pouco mais severa do que a comum no Brasil. Seu casamento difere um pouco do que estamos acostumados.

Como todo casamento, várias superstições pagãs estão incluídas na cerimônia. É costume marcar os matrimônios para Janeiro pois, na época do politeísmo, esse era o mês dedicado à Hera, protetora dos casamentos.

A noiva costuma carregar nas mãos algumas ervas ou grãos que simbolizavam a fertilidade em antigos rituais.

O bolo normalmente é feito com mel, sementes de sésamo e marmelo, simbolizando o "bom" e o "mau" que poderá acontecer na sua nova vida.

Também, seguindo antigos ritos do politeísmo, os pais seguem o casal com uma comitiva até a entrada da nova casa, devidamente entoando cânticos.

Uma curiosidade do casamento grego está na tradição dos presentes. As famílias, e quem visitasse a casa do novo casal, costumava dar dinheiro vivo de presente. Este era colocado na cama dos pombinhos para atrair sorte.

Melhor que ganhar aquela travessa de inox, não?

Já a cerimônia se inicia fora da igreja, quando o sacerdote abençôa o casal três vezes em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Em seguida, dirigem-se para o interior da igreja onde eles acendem velas que seguram até o fim do casamento.

Depois o casal troca coroas de flores e, após a celebração, o sacerdote os faz dar 3 voltas no altar, encerrando a cerimônia.

Agora vem a parte boa... A recepção!

Amigos...Se forem convidados para um casamento grego de verdade, não deixem de ir. Comida e bebida até o raiar do dia. Muita música, cantoria e dança. Os brasileiros têm o hábito de realizzar uma valsa com o novo casal abrindo a pista. Já os Gregos dançam a Kalamatiano, onde o casal fica unido por um lenço e os convidados se unem como uma ciranda. Outro costume grego é quebrar vários pratos durante a festa para dar sorte ao casal.

A propaganda abaixo é uma bela representação dessa festa do casamento grego envolvendo kalamatiano e a quebra de pratos... Até que um dos convidados se empolga um pouco...




  • Casamento no Antigo Egito:


Curioso. Eu sempre pensei que no antigo egito o casamento religioso fosse algo comum. O interesante é que não era. A lei ou a religião não se envolviam com os casamentos. Engraçado, não?

Para casar bastavam duas pessoas se amarem e suas famílias aceitarem. Claro! Tinha festa, troca de presentes... Mas nada de Deus (ou deuses) e governo entrando no meio do casal. É bom lembrar que, na época, o Faraó era o próprio Deus e ele não ia perder tempo abençoando qualquer casal que resolvesse se unir. Nem ele nem seus poucos sacerdotes.

Eles nem mesmo tinham uma palavra específica para casamento!

Bom. A relação era considerada monogâmica, mas apenas no que diz respeito à oficialidade. O homem poderia ter a sua "oficial" e quantas concumbinas (nome chique para amante) seu bolso aguentasse. Todas poderiam até viver sobre o mesmo teto... Só que quem mandava na casa era a oficial. Bons tempos...

Já o faraó poderia ter várias mulheres com o título de esposa, mas apenas uma era "A grande esposa real" e cabia ao filho desta uma posição na sucessão do trono. O grupo das outras esposas era chamado de "harem". Boa parte dessas eram filhas de governadores de provincias e serviam mais como jogada política do que como envolvimento afetivo.

  • Casamento na Roma Antiga


Roma é a mãe do direito. Então já sabem que toda essa baboseira jurídica de contrato assinado vem deles. No início a união de um casal dependia apenas de sua vontade, sem cerimônias legais ou religiosas. Se morassem juntos eram considerados casados. Puro e simples!

Com a evolução da sociedade a coisa foi se estruturando. Começaram a aparecer os requisitos para o casamento. Eles eram 3: Capacidade jurídica matrimonial, idade e consentimento.

O primeiro requisito impõe que o casamento só pode ser realizado para um cidadão romano. Nada de escravos, prostitutas ou estrangeiros se casando. O segundo limita a idade mínima, sendo 14 para homens e 12 para mulheres. O terceiro trata do consentimento dos pais e nubentes.

Os rituais começam no noivado. Numa cerimônia chamada Sponsalia, as duas famílias se reuniam e o noivo dava um anel de ferro para a noiva, que colocava no dedo anelar da mão esquerda.

Gostaria de abrir um parêntese e explicar que essa coisa de aliança no dedo é criação dos antigos romanos. Outros acreditam que é dos antigos Gregos. O motivo é que eles acreditavam que no dedo anelar da mão esquerda passava um nervo com comunicação com o coração e já existia o conceito de que o coração era o órgão responsável pelos sentimentos.

A data do casamento podia ser qualquer uma, mas evitavam-se datas festivas. Normalmente Junho era escolhido por ser a época do Solsticio de verão, período de apogeu da natureza.

Semelhante aos gregos, os romanos faziam algumas oferendas prévias aos deuses. A noiva oferecia seus brinquedos aos "Lares". Estes eram divindades domésticas. Também oferecia sua Bulla , um colar que usava desde a infãncia para se proteger do mau olhado.

Sua vestimenta também mudava. Trocava uma toga com uma borda púrpura por uma Toga reta branca, até os pés. Na cintura colocava um cinto com um nó chamado "nodus herculeus" em alusão a Hércules cuja lenda relata ter tido mais de 70 filhos. Esse nó só poderia ser desatado pelo marido após o casamento.

Depois preparava o penteado e colocava o famoso Véu, longo e transparente, parte obrigatória da vestimenta.

Com todo mundo vestido corretamente, começava a união. Não existiam sacerdotes envolvidos. Quem normalmente consolidava a união era a "pronuba", a mulher que arrumava a noiva e deveria ser uma senhora com um bom casamento. Ela unia as mãos esquerdas do casal enquanto a noiva dizia:

-Ubi tu Gaius, ego Gaia!

Essa frase significa "Onde você é Gaius, eu sou Gaia". Procurei o significado da frase e não encontrei. Gaia é a deusa da terra... Até ai, tudo bem. Mas Gaius não parece ter nenhum significado específico. Era um prenome comum na época. O máximo que eu consegui pensar é uma associação de homem comum com deusa...Algo como "Agora eu sou sua deusa" ou coisa parecida.

Em seguida o casal oferecia um sacrifício animal, normalmente um porco.

Ai vem a interrupção jurídica. Nesse momento eles assinavam o "contrato de casamento" chamado "tabulae nuptiales".

Voltava ao ritual. Todos vão à casa da noiva para um banquete onde era encenado uma espécie de teatro onde o noivo retirava à força a noiva das mãos de sua mãe. É uma representação simbólica do princípio lendário de Roma onde Romulo , seu fundador, rapta mulheres de cidades vizinhas para povoar sua nova terra.

Então todos se dirigem num cortejo até a nova casa dos pombinhos. O marido, que já tinha ido antes, os recebe na porta e oferece fogo e água. Depois unge os umbrais ritualisticamente.

Essa parte é interessante. Sabe o costume de levar a esposa para dentro de casa no colo? Pois é...Surgiu com os romanos. Ela poderia ser levada pelo próprio marido ou pelos convidados...o importante era ser carregada para não tropeçar na entrada.

Então os dois se isolavam no quarto fazendo a "Foedus Lecti" (se eu traduzir isso aqui vão me chamar de pornógrafo) e ficavam até o raiar do novo dia quando ofereciam mais festejos e sacrifícios.

Perceberam que lembra muito o casamento dos antigos Gregos?



  • Casamento Judaico

O casamento judaico explora bastante os simbolismos. No dia em questão, os noivos passam por um péríodo quase de reclusão, aproveitando para orar, fazer reflexões espirituais e jejuar. Acreditam que Deus os perdoa totalmente por qualquer pecado que tenham cometido para iniciar a vida em casal puros.

A cerimônia é realizada embaixo de uma espécie de toldo chamado chupah ( não pensem besteira, se pronuncia "rupá"). O chupah simboliza a casa que o futuro casal deve construir.

As alianças também devem respeitar o simbolismo. Devem ser de ouro puro, lisa e sem ornamentos de qualquer tipo. Nada de inscrições, pois simboliza a simplicidade do casamento.

Também são usadas duas taças de vinho para abençoar o casal pois essa bebida é símbolo de alegria na tradição judaica.

O que eu sempre tive curiosidade em saber era sobre a quebra do copo. Vocês já devem ter visto em alguns filmes, ao fim do casamento alguém quebrar um copo e gritar: "Mazel Tov"!

Pois a quebra do copo é um símbolo de tristeza na história dos judeus para que lembrem da destruição do seu templo em Jerusalem. Já a palavra Mazel tov (ou Mazal tov) significa "Boa sorte".

  • Casamento no Candomblé


No casamento do Candomblé não há uma regra ritualística pois cada grupo etnico possui seu próprio cerimonial.

Normalmente existe uma preparação do casal, onde eles visitam os túmulos de seus ancestrais para pedir a bênção.

Na nação Kêto, por exemplo, os casamentos são baseados em 3 Orixás: Oxossi, Oxum e Oxalá.

Os dois primeiros, Oxossi e Oxum, foram casados. Assim, representam a personificação do matrimônio.

Já Oxalá é o Orixá da paz e é ele que preside o ritual do casamento.

Os noivos vestem roupas brancas e se dirigem ao sacerdote. Este se chama Pai de Santo (ou Mãe de Santo) ou Zelador de Santo, como eles preferem.

O sacerdote abençoa a união do casal e mistura alguns elementos como pemba branca ralada, Obi e algumas folhas consagrando o matrimônio.

No fim duas pombas brancas são soltas simbolizando a paz e a união.

Uma curiosidade é que o Candomblé é uma das únicas religiões que aceita homossexuais em seu meio e realiza casamentos entre eles.


  • Casamento Budista

O casamento no budismo é bastante liberal. Eles não exigem o "dever" religioso, cabendo apenar a opção do casal em ser abençoado pelos monges budistas ou não...Tanto faz! Para eles o casamento não é considerado "sagrado" no que diz respeito a religiosidade

A tradição budista manda que um amigo do futuro noivo se dirija até a casa dos pais da pretendente com uma bebida e um lenço branco. É ele que faz a proposta pelo cara.

Havendo receptividade, as duas famílias marcam uma reunião onde o noivo oferece um presente à noiva. Algo como um dote parcial. Pode ser qualquer coisa de valor...Uma joia, um terreno, um carro...Aí vai depender das posses do noivo.

Então marcam o "Nanchang", um banquete com a presença das famílias e amigos. Essa festa é realizada na casa da noiva e os convidados trazem bebidas e carnes de presente. O nanchang pode ser presidido por um "Lama". Este é uma espécie de grande conhecedor da filosofia budista. Pode ser um monge ou apenas alguém muito espiritualizado. É no nanchang que o compromisso do futuro casal é formalizado.

Havendo desejo de um casamento religioso, a data é marcada posteriormente e ele é feito assim:

Todos se reunem em frente a um altar com a imagem de Buddha. Então os noivos e convidados recitam algumas músicas sagradas chamadas de Tisarana, Pancasila e Vandana.

Em seguida os noivos acendem velas e incensos, oferencendos flores à imagem de Buddha.

Então eles recitam seus votos:

  • Votos do noivo: "Em frente à minha mulher que acolho, aceito ama-la e respeitá-la, ser amável, ser fiel, delegar as tarefas domésticas e providenciar presentes para a satisfazer”.
  • Votos da noiva: “Em frente ao meu marido que acolho, aceito realizar as tarefas domésticas de forma eficaz, ser hospitaleira para com os seus parentes e amigos, ser fiel, proteger os nossos ganhos, efetuar as minhas responsabilidades com amor e conscienciosamente”.
Pronto! Agora os pais ou responsáveis citam algumas bençãos chamadas de "Magala Sutta" e "Jayamangala Gatha" encerrando a cerimônia.

Depois é só festança!

  • Casamento Hindú
Casamento hindu

O ritual do casamento hindu varia de acordo com o local, mas eventualmente inicia com o "Vagdanam". Este é um ritual onde o pai da noiva derrama água no solo simbolizando as lágrimas da partida da filha. Ele então pede que o genro jure fazer sua filha feliz, realizada e próspera. Esse juramento o noivo repete 3 vezes. Esse ritual simboliza a "entrega da palavra" do noivo para a família da noiva.

Segue então para o ritual da "Vivhara". Nesse ritual o noivo se dirige para a noiva e faz seus juramentos para ela. É quando a união é consolidada.

Em seguida vamos ao "Saptapadi" onde os já casados dão 7 passos juntos em direção ao norte e, em cada um deles, recitam pedidos de felicidade e amor.

Por fim o celebrante purifica a esposa com água, eliminando todos os erros do seu passado e o novo marido toca o coração da sua digníssima a tomando em definitivo para o seu próprio coração.




Concluido o texto gostaria de dizer que não vou tratar do casamento cristão convencional por ser de conhecimento geral dos brasileiros e não senti que fosse necessário uma explanação maior.

Outro que não tratei foi do "Casamento Espírita" pois este é alvo de discussões até mesmo entre os praticantes. Alguns acham que não cabe a cerimônia por não se tratar de uma religião e sim uma doutrina. Outros acham cabível e até celebram esse tipo de festejo, mas sem ritual próprio. Apenas tentam fazer algo parecido com o ritual católico já bem difundido na nossa cultura.

Enfim! Encerro mais um texto. Se tiverem curiosidade de saber mais algum tipo de cerimônia, deixe nos comentários. Se der eu acrescento depois no texto!

  • Frase do dia:


"Dizem que se casamento fosse coisa boa não precisava de testemunha."

10 comentários:

Mônicats disse...

Muito boa a matéria. Eu já casei duas vezes e não me arrependo.. errrrrrr quer dizer, prefiro me arrepender de ter feito do que ficar na dúvida.
Fui pedida em casamento novamente hahahahahahaha vamos ver no que vai dar.
Acordou inspirado nesse domingão hein seu Cráudio.

Ana Carolina disse...

"Onde você é Gaius, eu sou Gaia".

Gaia é a deusa Terra, a própria terra... É considerada a mãe de todos os deuses, por isso deve estar relacionada à mulher no casamento, já Gaius eu não conheço e tbm não achei nada a respeito dele... O "bofe" de Gaia (ou Réia) era o próprio filho =O Urano (céu)

Anônimo disse...

Adorei a materia, na verdade eu sou bem "homem nesse lance de casamento,nunca vou me casar, acho escroto,posso ate viver junto, sei lá, tenho reservas.... enfim, bem legal certas exentricidades religiosas né?

B ! disse...

interessante, tio Cráudio :)



"Então os dois se isolavam no quarto fazendo a "Foedus Lecti" (se eu traduzir isso aqui vão me chamar de pornógrafo)"

nem precisa traduzir, nossa língua tambem tem raiz no latim :P

João Paulo disse...

Muito Legal a materia, gostei muito um assunto por hora bem culto, Eu vou me casar pois acredito que um homem de verdade é aquele que consegue conquistar a mesma mulher todos os dias e dela se torna um grande amigo! Matrimônio nun é só sexo e tal , apesar de ser muiiiiiito bom, mas tambem é bom ter um ombro pra chorar, descansar, apoiar e tipo assim é bom demais ter alguem em quem confiar!!! muito legal

Valeu pela material ! pra mim é mais conhecimento!

Cristina disse...

Acho o casamento judeu uma das mais belas cerimônias.
Já fui em casamento católico, budista e espírita, nunca vi cerimônia tão bela quanto a do casamento judeu. ^^

Cintia Bernardelle disse...

Maravilhoso como sempre!!!!!!! Adorei, mas, não quero me casar! :P uahauauahau

Christian Magno disse...

Oi a mulherada querendo casar ai kkkkkk

Anônimo disse...

detestei o artigo,ja fui em muitos casamentos e sem duvida o casamento Católico é o mais belo.
Não sei a ironia em falar sobre o casamento romano, você queira ou não é a civilização antiga que mais influenciou o ocidente, inclusive no casamento.

Anônimo disse...

Eu amei o artigo, interessante e muito informativo.